Eles se conheceram desse jeito moderninho que o século XXI inventou: pelo TINDER; e lá se vão 11 anos.
A Mari era publicitária e o Augusto ainda fazia Medicina. O namoro engrenou mesmo no Reveillon de 2015, atravessou a formatura dele, o novo vestibular dela, o tempo que ele serviu ao Exército e residência de cirurgia e sobreviveu até ao filme do Drácula.
Eles ficaram noivos em 2024 e ano passado começamos os preparativos para o casamento. Eles queriam um evento acolhedor, família, melhores amigos. O casamento seria em dezembro, após a segunda formatura da Mari – dessa vez, em Medicina.
Então, sugeri a Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro. Eles amaram e depois, como a escolha da Sociedade Hípica para a festa, a combinação ficou ainda melhor. Assim, como a Igreja, a Hípica também foi construída com azulejos portugueses o que definiu a papelaria do casamento. Convite, menus, sandálias, bolsinhas para doces e até o papel dos bem casados ganharam a estampa azul e branca.

A Mari escolheu o Hilton Barra Hotel para se preparar e entregou a beleza ao super Marcelo Hicho. Ele assinou a maquiagem e o cabelo além de fornecer a travessa que a noiva usaria na mudança de penteado para a festa.
Vestido tipo princesa com decote ombro a ombro da Allure Bridal e sapatos Alexandre Birman.
Para o registro oficial : o casal Muniz e Maia na fotografia, a Olliver Films para a filmagem, o Storymaker Roupfilm e a Cabine de fotos da Magic Box.
Se eles gostam de lembranças? Claro! E não faltou profissional para isso.
Esses post está saindo com as fotos oficiais já . Desde já, obrigada, Muniz por enviá-las.
Mais a frente, vou postar também as fotos de decoração.
Essas foram clicadas pelo Ricardo Pereira, que eu sempre chamo para clicar meus trabalhos para meu arquivo pessoal.

Mas antes de seguir contando tudo sobre essa produção, tenho que falar sobre a Mari e o Augusto.
Eles são amigos da Luísa e do Daniel, casal super querido que fiz o casamento em maio passado. Inclusive, foram padrinhos uns dos outros.
E olha, uma verdade incontestável: gente bacana é amigo de gente bacana. Que presente eles me deram, trazendo esses dois para mim.
Mari e Augusto são duas pessoas doces, queridas… daqueles que a gente quer levar para nossa vida e não desgrudar nunca mais.
Cada encontro nosso era feliz, cheio de estusiasmo de ambas as partes porque, sim, nós profissionais, trabalhamos muito mais motivados e entusiasmados quando existe leveza.
Quero estar com vocês muitas vezes por ai!




Eu também fiquei responsável pela decoração da Igreja. Mari me pediu um arco no portal de entrada e arranjos presos aos bancos para o caminho do cortejo.
Ela não gosta do pedestais então assim o fizemos. Foi preciso um acordo com a Igreja já que a fixação dos arranjos diretamente nos bancos pode danificar o patrimônio histórico então, me comprometi a usar algumas técnicas especiais para que fosse autorizado.


Aquele grupo pequeno cresceu um pouquinho na reta final e lotou a cerimônia. Para celebrar, os noivos trouxeram o Cônego André Villar, orientador espiritual da Mari desde criança.
Em tempo, a primeira comunhão dela foi com ele. Isso fez da celebração, um momento ainda mais carinhoso com a condução de alguém que realmente já torce por eles não é de hoje.
A música foi entregue a Orquestra Delfim Moreira que transcende as palavras.
Delfim é um artista que foi mandado aqui para nós com a missão de levar noivos e convidados a uma dimensão superior, Ele cumpre a missão direitinho. Quem já assistiu uma cerimônia tocada por ele, sabe bem do que eu estou falando.
Os convidados também receberam leques, lenços de papel e cones com pétalas para jogar na saída. Cada pedacinho deste dia, foi pensado.



As fotos protocolares ficaram para ser feitas já nos jardins da Hípica.
Choveu no dia do casamento e estávamos com um plano de contingência de fazê-las na Igreja mas ao término da cerimônia, tivemos uma trégua abençoada por São Pedro para que pudéssemos fotografar no jardim da festa e assim o fizemos.
Para decoração da festa, eles me pediram o azul marinho com branco e toques de rosa. Eu adoro essa combinação!
Fiquei ainda mais empolgada.
Também combinamos de usar muitas louças e outros detalhes que fortaleceriam a identidade visual.
Começando então pelas mesas de convidados, montei o mis en place com sousplats estampados, menus , taças trabalhadas com relevos e ainda uma pequena placa super simpática com dicas de como aproveitar melhor a festa.
As flores assumiram a representação do rosa com centenas delas ocupando todo o salão.




O buffet ficou com a querida Maria Luiza de Petrópolis que deu um show com suas pratarias caprichadas, sabor incrível, serviço delicado e competente.
Para que as delícias desfilassem em passarela à altura, providenciei mesas em espelhos dourados que multiplicaram os elementos e aumentaram o charme.
Sobre ela, um aéreo de flores e um trabalho paisagístico em galhos de pitanga. Ficou bonito.Queria mostrar mas fiquei sem foto.
No hall de entrada, a tradução de um ambiente instagramável.
A mesa de doces – point favorito para as selfies e também aquele onde o brinde dos noivos e o corte simbólico do bolo é feito e registrado.
Para que ele ficasse ainda mais aconchegante, forrei as paredes de tecido azul marinho aproveitando o recurso também para uniformizar os muitos elementos da arquitetura original do ambiente. Ali, existem portais, passagens e diferentes acabamentos que não “linkavam” com a programação do casamento.
Os cantos ganharam quatro lindas árvores de cerejeiras construídas galho a galho.
Espelhos em moldura de pátina e um lustre poderoso com 2 metros e meio de diâmetro completavam a base. No elenco dos móveis, um aparador importado de Bali, um pequeno lounge, uma peça de antiquário para o bolo e uma mesa tipo inglesa para os doces.





A Mari adora doces. Já tinhamos a quantidade necessária para essa turma comer com fartura mas ela dobrou a aposta. (risos)
Com o dobro de doces, foi possível providenciar sacolinhas para os convidados encherem ao término da festa com os seus sabores favoritos e levarem para o café da manhã do dia seguinte. Eu não tenho dúvidas que todos tiveram memórias ainda mais doces no domingo (o trocadilho foi proposital – risos)
Tinham modelos e combinações gourmetizadas como o de laranja com gengibre e mel , o pavlova e o de capuccino mas também não faltaram aqueles dos paladares de senso comum. Tinha para todos os gostos. Uma farra deliciosa montadas em forminhas de flores e muitas cerâmicas azuis e branca que também se estenderam pelos ambientes lounges do salão.
Os bem casados vieram embaladinhos tais quais os azulejos e o bolo também ganhou um desenho do Outeiro da Glória pintado a mão. Afinal, cada detalhe conta.






Mas voltando aos lounges que mencionei mais acima, vou mostrar alguns detalhes que merecem menção.
Como os noivos são médicos, vou lembrar aqui de um ditado que cresci ouvindo em casa: A diferença entre um remédio que cura e um veneno que mata é a dose. Isso vale para quando temos um elemento cheio de personalidade na identidade visual de um evento.
Lembra quando disse que o padrão de estamparias azul marinho com branco dos azulejos do Outeiro e da Hípica seriam encontrados muitas vezes na decoração e outros impressos da papelaria do casamento?
Pois então, eles estiveram lá em muitos detalhes mas em pequenas doses na proporção do ambiente como um todo.
Os lounges eram estofados em linho cru, tapetes neutros e posicionados em ambientes com pé direito alto e paredes lisas.Apesar, das almofadas trazerem padrões florais e as mesinhas de apoio, cerâmicas estampadas, não houve “peso” no todo.
Nem a proximidade com algumas mesas de convidados e nem os mis en places trabalhados no DNA da festa comprometeram a leveza já que as toalhas delas (elemento de presença mais ostensiva pelo tamanho da área que ocupam) também eram de linho liso.
Um jogo onde a dose de neutralidade dá o tom.


Aqui vão mais uns registros da identidade visual, dessa vez, nas havaianas e no kit do toillete

A festa começou com uma surpresa fofa como eles. O pai do Augusto fez uma homenagem em vídeo e emocionou todo mundo.
Os noivos fizeram seu discurso logo em seguida e selaram com a primeira dança de casados.


Na varanda, um bar de cinco metros bombou a noite toda com a alta coquetelaria da New Open Bar sob a supervisão de Felippe Guida.
Na pista de dança, o nosso DJ Alessandro Freitas (Rastropop) desceu o braço e abriu com um set escândalo. Atrás dele, um plus para a festa adicionado aos 45 minutos do segundo tempo: um painel de led de 5 metros de largura.Em tempos tecnológicos, o led chegou com tudo.
Gosto! ….painéis com imagens, piso de pista com programações de cores e movimentos. Mas sinto falta das lâmpadas incandescentes para a decoração.
O led não ‘aquece’ a cena. As cores tendem a distorcerem nas lentes das câmeras de registro e todo o projeto de luz não fica nas fotos tal qual o olho humano viu. O âmbar, por exemplo, ou sai branco ou sai rosa na maioria das vezes. Triste! Poucos fotógrafos conseguem driblar essa distorção.
Eu cresci no palco e aprendi muito por lá.Minha escola foi o espetáculo onde a luz de cena provoca emoções, destaca o cenário, transporta, completa. Por isso, entrego muito de mim ao projeto de iluminação de cada festa. Cada tipo de spot, posição, ângulo, cor, intensidade… A luz é aquele toque de magia no processo. A primeira atração da noite, foi a turma dos tambores. Mais led e muita…mais muita purpurina! (risos) Depois, entrou o Batuque Digital.Que vibe!




Antes de encerrar, aquele teaser com algumas cenas inesquecíveis. Dá play aí:
Mari, Augusto:
Amar é cuidar um do outro como eu vi vocês fazerem. É apostar nos sonhos de cada um como eu vi o Augusto te apoiar no sonho de ser Médica. É sobreviver à distância eventual como foram esses ultimos seis anos onde você Mari estudou em Valença.
Atualizem-se os conceitos de amor e amar no exemplo de vocês: Amar é ser Mari com Augusto e Augusto com Mari.
O amor colore tudo. Até nos momentos mais sombrios, a alma continua nos tons do sol, não se apaga.
Cuidem bem desse amor. Cuidem bem de vocês. O mundo precisa dessa luz que sai do coração de vocês.
Sejam muito felizes!!!!!!!!!!!