Casamento Isabel e Tiago

Cerimônia e Recepção: Clube dos Caiçaras

Quem acha que ninguém encontra o amor da sua vida no Tinder, pode começar a rever seus conceitos. Eles se conheceram pelo aplicativo e no mês seguinte já estavam namorando.

Mais cinco meses e o Tiago levou Isabel à Paris onde, aos pés da torre Eiffel, com fotógrafo surpresa e tudo, fez o pedido.

Logo, aqui estou eu contando essa história maravilhosa e com crachá de organizadora, cerimonialista e decoradora desse casamento.

Como é mesmo maravilhosa essa minha profissão! Quantas histórias incríveis eu conheço com a missão de vestir meu traje de fada madrinha para transformar sonhos em noites inesquecíveis.

Vou contar como foi a deles.

Eles decidiram casar nos jardins do Caiçaras, numa cerimônia ecumênica celebrada pelo Padre José Roberto e a Pastora Damaris.

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Quando, conversando com os noivos, soube das intenções deles para a trilha sonora do casamento, já sabia que essa tarefa não poderia ser entregue em outras mãos senão a do maestro Delfim Moreira que, com sua competência, conseguiria transitar pelo repertório clássico, católico e evangélico.

Indicação aceita!

Com arranjos belíssimos escritos especialmente para o casamento da Isabel e do Tiago e ainda, executando peças clássicas para o cortejo de entrada, Delfim executou o trabalho com nota 10.

Quem conhece música sabe que cada estilo tem seu próprio universo harmônico, que requer determinados grupos de instrumentos.

A composição de uma orquestra não está ali pronta para tocar qualquer estilo.

Ela é formada a partir da exigência de cada repertório.

Tocar músicas populares, clássicas e religiosas numa só cerimônia requer uma habilidade aumentada, um exercício profissional de regência apurado para o melhor uso dos naipes e até de releituras em tempo real para atender as demandas circunstanciais dos celebrantes.

 

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Isabel entrou linda (linda mesmo) com um vestido coberto de renda e uma elegante fenda.

Sim, o vestido tinha um recorte e ficou muito chique.

No meu livro “Elegância na Festa” falei que detalhes mais ousados pedem uma compensação na atitude.

Isabel é um exemplo de medida certa.

O detalhe mais arrojado do vestido encontrava uma noiva sóbria, elegante e muito delicada.

O véu com capela (acho lindooooooooooooooo!) dava um toque a mais no visual e a grinalda, emprestada pela melhor amiga brilhava como estrelas.

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A noiva entrou sem buquet.

Isso mesmo!

No lugar do tradicional arranjo de flores, nas mãos apenas um terço. Ficou bacana. Eu gostei.
Apropriado para uma cerimônia nos jardins, fora de templos.

Dei uma atenção especial ao que a natureza já me oferecia destacando árvores e canteiros de flores com iluminação especial.

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Lâmpadas de vapores de quartzo foram usadas para o efeito difuso tornando tudo mais brilhante e colorido de âmbar.

No caminho dos noivos e todo o cortejo que se seguia, 30 metros construídos em flores nas cores do outono, sobre um largo tapete bordô.

Bençãos, votos, emoções, palavras bonitas e lá foram eles para a festa preparada para os trezentos convidados que lá compareceram.

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Para a produção do salão, Isabel e Tiago pediram alguns detalhes.

Eles adoravam mesas de convidados compartilhadas, por exemplo. Aquelas onde cabem muitas pessoas.

Assim, num setor do salão, eu as dispus intercaladas com outras redondas onde sofás curvos davam uma certa suntuosidade às estações e criavam composições com cadeiras medalhões pretas.
O preto foi um pedido dos noivos.

 

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Eles adoravam mobiliário preto e me pediram para usar a cor na festa.

Sugeri que trabalhássemos o preto com a madeira para criar relevo e brincar com os contornos.

Então, entraram mini sousplats em ratan numa conversa bacana com a palha que trançava as costas dos medalhões e os pufes dos lounges. Sobre elas, optei em usar taças com detalhes em cobre num link com o bolo que vocês já já vão entender.

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Aliás, o bolo foi determinante do elemento central desta decoração.

Quando a Isabel me mandou a foto do bolo que ela queria, vi que ele era branco mas todo o seu detalhe  era desenhado na cor cobre.

Na hora, ficou claro para mim que esse seria o ponto vertebral do conjunto.

Tudo em festa deve conversar.

Os elementos devem interagir com coerência tanto em formas quanto em cores.

 


Mesmo quando existem diferentes texturas ou mistura de estilos atuando na cena, o espectador (nisso incluem-se todos os que estarão na festa) deve perceber harmonia, sentir uma inteligência criadora.

Escolhi bandejas com detalhes em cobre com madeira. Linhas retas, com formas geométricas como o desenho do bolo que Isabel tinha escolhido.

Levei triângulos, retângulos, mandalas e polígonos para dança.

Assim, elas, não só estendiam-se a geometria do bolo como faziam coro ao mobiliário.

Entendem agora as taças com detalhes em cobre lá nas mesas de convidados?

Para os doces, usei forminhas marsala, a cor no topo da paleta da festa.

 

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Foram muitos sabores, de diferentes origens, para todos os gostos e … desgostos das dietas.

Doces portugueses como o pastel de Santa Clara , pastel de Belém e balas carameladas de ovos fizeram sucesso absoluto.

O bolo de rolo também “distribuiu autógrafos” enquanto delícias brasileiras viraram docinhos de casamento como o manjar, a abóbora com coco, o limão com merengue e a mousse de maracujá.

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Os lounges também receberam castiçais em cobre e móveis com acabamento em madeira, ratan e forrações dos sofás em preto.

No ano passado, lancei o degradée de outono como paleta de cores de uma festa de casamento. Isabel não teve dúvidas. Era essa composição que ela gostaria nas flores da festa.

Adorei. É uma proposta nova, diferente. Difícil de encontrar as flores nos tons perfeitos mas eu sou persistente (risos).

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Sabe…a natureza determina muito a escolha de espécies.
Se temos uma paleta de cores definida, estamos humildemente submetidos ao que floresce naquela semana, nos tons que procuramos.

E é uma saga! (risos) Temos que encontrar em grande quantidade. Curiosidade por números? O casamento da Isabel e do Tiago consumiu mil dúzias de flores; aproximadamente treze mil unidades divididas em seis espécies.

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Os noivos entraram na festa ao som de “Fly me to the Moon”, fizeram o discurso e dançaram adivinha o que?

Um tango!!!!
Sim, senhores.

Um tango escrito em 1935 e cantado por Carlos Gardel. Arrasaram na execução da coreografia de Jefferson Thomaz que os preparou.

“Por una cabeza  (Por uma cabeça)
Todas las locuras  (Todas as loucuras)
Su boca que bes  (Sua boca que beija)
Borra la tristeza  (Apaga a tristeza)
Calma la amargura ” (Acalma a amargura)

Pronto.

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Pista aberta oficialmente e não precisou muito para a turma inundar o tapete com a animação lá em cima.
Coloquei o bar logo ali na cabeceira para a sede ser resolvida sem muito esforço para não atrapalhar a dança.
Bem, sem esforço dos convidados porque para o bartenders foram cinco horas de coqueteleiras sacudidas, muito braço subindo e descendo e exercício da criatividade na composição de drinks incríveis.
Equipe New Open Bar arrasando o tempo todo.

O comida ficou aos cuidados do Tolipan, buffet exclusivo do clube mas que bate um bolão com a gente.
Um menu eclético e muito bem servido atendeu a festa que seguiu repleta de convidados do começo ao fim. Não teve aquela história de ir esvaziando,não. A turma gostou e foi ficando! Que maravilha de ver. Pés cansados? Que entrem as sadalinhas. Fôlego renovado, volta a pular todo mundo porque as solteiras que colocaram o nome da bainha da noiva querem cumprir o ritual completo e dançar ao lado dela até a última música.

A filmagem ficou a cargo da BV1 Produções que emprestou o osmo, essa câmera pequena de alta definição, para a Isabel fazer sua própria tomada.

Alguém ficou tímido? Acho que não. A essa altura, todos já eram artistas natos!

A fotografia ficou sob a responsabilidade de Daud Pachá que já mandou essa prévia aqui para o post.

 

 

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DJ Lelo descendo o braço e mandando o pó do tapete parar o telhado.

Era muita loucura.

“Dogs day are over”?
Temos!

Com coreografia?
Temos!

Todo mundo abaixa que já já vem pulo…

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Isabel, Tiago:

Caminhem juntos. Orem juntos. Dancem sempre.

A dança é a mágica dos anjos.
Ela é amor, é olhar a direção, é olhar o outro.
É no balanço do corpo, levar a alma a sair do chão.

Sempre haverá um tango para trazer a magia deste dia de volta. Ele “Borra la tristeza  (Apaga a tristeza) Calma la amargura ” (Acalma a amargura).

Sempre haverá amigos para fazer tudo mais feliz.

Sempre haverá vocês podendo viver um para o outro e os dois para o mundo!

Sejam felizes!

Beijos!

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Sem comentários
  • Tiago (o noivo)
    Postado às 16:42h, 20 agosto Responder

    Nosso casamento foi perfeito em cada detalhe.
    A organização da cerimônia e festa nos deixou um pouco ansiosos mas pudemos contar com o trabalho de toda a equipe Cerimoniale que nos deixou bem confortáveis.
    Certamente foi uma boa decisão confiar a organização nas mãos de pessoas experientes!!
    Nós agradecemos.

    Tiago (o noivo) – via Whatsapp

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