Cerimônia e festa: Itanhangá Golfe Clube

Eles se conheceram em 2013 apresentados por amigos em comum enquanto se prepararam para a residência médica.
Um dia, um chopp com a turma e rolou aquele beijo.
O namoro começou e cinco anos depois, o pedido!
Aí foi a vez dos amigos apresentarem eles para mim. (Ô, Glória!) Michele, Arthur, André, Fernanda…todos meus noivos queridos fizeram o nosso approach e a data foi marcada para setembro 2020.
Algumas remarcações depois (e a culpa foi dos tempos loucos que atravessamos) aconteceu!!!
Chegou dia deles : 27 de novembro de 2021 e vou contar tudoooo aqui!
Vamos lá.
Eles queriam um lugar especial onde a cerimônia e a festa pudessem acontecer sem que os convidados precisassem se deslocar para dois pontos.
Depois de ouvir as expectativas deles em relação ao que esperavam deste lugar, sugeri o Itanhangá Golfe Clube e assim ficou definido.
O casamento aconteceria nos jardins mas a chegada de uma frente fria colocou a gente no plano B.
A cerimônia entrou para a Sala de Leitura e tudo bem! Coube tudinho que estaria lá fora.
Renata estava linda à bordo de um vestido clássico assinado pela Carol Hungria e make de Nilza Nohra.
Para fotografar tudinho, eles contrataram o Rogério Von Kruger a quem eu aproveito para agradecer aqui o envio das fotos bacanas que eu tô postando aqui. “Brigadú!”
O filme ficou com a BV1 Produções de Beto Santoro e assim que eu receber os melhores momentos, vou postar aqui.
Fiquem de olho!
Quero aproveitar e me antecipar, dando os créditos também das fotos de decoração que vocês verão aqui mais abaixo feitas pelo fotógrafo Ricardo Pereira que sempre clica meus trabalhos para meu acervo pessoal.
A cerimônia celebrada por Jhonatha Gerbe aconteceu debaixo da Chupá ou Khupá (pronuncia-se rupá, do hebraico :חוּפָּה), uma espécie de tenda, como manda a tradição judaica sob a qual se realiza o casamento.
A Chupá representa a casa do casal e a gente a constrói aberta por todos os lados como símbolo da hospitalidade incondicional aos amigos e a família.
Seus significados são muitos e as bençãos divinas fazem parte da lista.

Ergui a Chupá toda trabalhada em folhagens e flores além, é claro, de uma iluminação caprichada para dar aquela luz bacana sobre o casal, o celebrante e a própria decor da estrutura.
Aí na foto ao lado, um ângulo especial clicado dos jardins para dentro da sala de leitura.
No caminho do cortejo, flores acompanhavam o tapete no tradicional e sempre acertado branco.

À direita, a orquestra dos Violinos Moza assumia a super responsabilidade de trazer aquela emoção que a gente gosta.
A música é mesmo mágica e tem um poder grandão de arrepiar.
E eles fizeram bonito!
O repertório selecionado estava suave como eles num híbrido entre clássicos e o tradicional Mazal Tov.



Claro que teve a quebra do copo e claro que teve a canção judaica mais famosa para arrebatar de vez os convidados e avisar que a festa estava a poucos minutos de acontecer com a vibração máxima da alegria.


No salão, a noiva me pediu flores cor de rosa.
Ela também adora aquelas louças brancas e azuis que nos lembram os famosos azulejos portugueses.
O briefing era basicamente esse. No mais, eu poderia desenvolver com liberdade o ambiente da festa.
Comecei desta vez pela escolha do mobiliário.
O Itanhangá tem uma arquitetura de interior bem colonial com piso e portais de madeira e belos lustres em ferro enverdeado.
Nunca é boa ideia brigar com a identidade do salão a menos que o plano seja reconstruí-lo no todo com cenografia e essa não era nossa intenção.
Então, na seleção dos móveis, busquei a coerência na linguagem.

A mesa de doces ganhou expressão com produção caprichada.
Adoro pensar como ela será, os elementos que vão interagir.
A mesa de doces precisa ser coesa e ao mesmo tempo com blocos definidos. Precisa ser uma conversa perfeita entre todos os seus “participantes” – flores, bandejas, forminhas, doces, peças decorativas…tudo num lindo coro.

Sempre me vem a cabeça aquela imagem aérea das gruas que filmam os desfiles das escolas de samba mais tops.
Sabe quando a gente vê um caminho de cores, entre alas, fantasias e carros alegóricos que juntos fazem um grande show de formas, com diferentes alturas e destaques?
Assim, quero ver minhas mesas de doces quando as olho em perspectiva.Quero ver o caminhos das cores, dos sabores, dos aromas, das texturas das peças, das forminhas, das flores, do açúcar.
Tudo isso fala à respeito do impacto visual que ela vai provocar mas existe também um cuidado com os outros sentidos.
A posição de cada doce é pensada de forma a não confundir aromas muito fortes, equilibrando as proximidades com aqueles mais suaves.
O acesso aos doces mais procurados, o posicionamento técnico das velas – para que não queime braços, incendeie vestidos ou derreta caramelados, a altura das flores, o

tingimento das forminhas assim como suas formas e tamanhos para que dialoguem bem com os arranjos…tudo
estrategicamente pensado para o resultado ser perfeito.
A mesa do Daniel e da Renata ficou assim.
E para deixar todo mundo que foi com aquela lembrança deliciosa e os que não foram com água na boca…




Outro destaque desta festa foi a montagem dos lounges.
Eles marcaram bem a presença das porcelanas que a noiva tanto ama e se apresentavam numa formação moderna onde seat gardens , tapetes, louças e almofadas assumiram o protagonismo da personalidade dos ambientes.
Os bem casados ficaram logo por ali não por acaso.


Lá pelas tantas enquanto desenhava tudo, resolvi que os embalaria com um papel no padrão das cerâmicas. Isso criou uma problemática porque foi necessário importar o papel (eu e minhas ideias que só me dão trabalho – risos) mas valeu!
Quando os vi prontos resolvi que mereciam uma estação só deles.
Mandei vir na noite de sexta mais um aparador e pronto!
Surgia um cantinho simpático para não dizer lindão. (Ops, já disse – risos)
O processo de criação é realmente delicioso e não se resume no desenho da planta baixa. Ele é construção e movimento o tempo todo.
Veja que mesmo no dia do evento, as coisas ainda ganham elementos, mudam de posição…enfim é um processo contínuo, um ato de esculpir. Sempre cabe um retoque.

As mesas de convidados também foi uma combinação de muitas referências da festa.
Uma espécie de síntese de tudo.
Os sousplats foram forrados no tecido que forrava as almofadas que combinava com os papéis dos bem casados e que remetiam a identidade das cerâmicas que a Renata super curte.
Tudo azul e branco.

As taças bizotadas entraram nesta combinação também e para dar um fundinho suave com uma super conexão com as flores, toalhas verde cana, um sub tom do verde que contracenava com rosas, lisianthus e lírios cor de rosa dos arranjos.
O conjunto ficou assim.
O paisagismo ao fundo, dando aquele toque final e aquecendo o ambiente. Adoro o verde. É aquela cereja do bolo na decoração. Humaniza e dá a sensação de acolhimento.
Na outra extremidade do salão, a super cabeceira da pista de dança com um open bar de respeito.
Um balcão de alguns metros com estantes e ainda uma parede de fundo que trabalhei com quadros de cerejeiras.
A equipe da Top Bartender ficou responsável pelos drinks e sacudiu os braços a noite toda.
A turma caiu dentro com força e gostou.

Por falar em pista de dança , ela abriu com a tradicional Hora, a dança judaica em roda que incendeia dez em cada dez festas da colônia.
O DJ tocou Hava Nagila que significa Alegremo-nos e o povo se alegrou mesmo. Foi uma loucura boa demais com direito a noivo e noiva suspensos nas suas cadeiras.
DJ Alessandro Freitas emendou com um repertório daqueles que todo mundo gosta e arrasou. Daí foi só alegria.






Para não cair a vibe, lá vem Andinho, o MC mais incrível que eu conheço em festas casamentos.
Ele tem “a mão”. Canta no meio do povo, coloca o turma sintonizada na farra e faz a vibração ir lá pro alto.
Alias, todo mundo…Joga a mão pro alto, joga, joga…e bota o copo pro alto!… Vai descendo, descendo, perdendo a linha sem parar…porque Já é sen-sa-çãoooooo.


Sandálias para os pés cansados? Temoooos.
A cozinha foi assinada pelo buffet do clube que também trabalhou bacana e serviu tudo muito.
Meu beijo para essa equipe linda que trabalha muito.
Vocês podem acreditar…assumir a cozinha de uma festa não é tarefa simples. É ralação pesada.E assim foi a noite!
Lembra lá em cima quando falei dos meus eternos noivos Fernanda, André, Michele e Arthur?
Os que me apresentaram a Rê e o Daniel?
Não podia deixar esse encontro lindo passar sem foto, né? Claro que foi devidamente registrado…eu e meus tudões!
E claro também que não posso fechar esse post sem postar a foto ,né? Então, aqui vai ela!!!!
Rê, Daniel…
Desejo a vocês uma vida igual a essa noite.
Que não faltem os amigos, as alegrias, as músicas, as emoções, os olhares apaixonados.
Que não falte a beleza, o perfume das flores, o açúcar, o colorido.

Que, com o passar dos anos, vocês possam olhar as fotos, o filme e até este post e rapidamente lembrar do quanto o amor é maior que tudo.
Foi bom demais passar com vocês todo esse tempo.
Dizem que a gente sempre deixa um pouquinho da gente e leva um pouquinho de todos com quem a gente se relaciona.
Eu estou levando muito carinho recebido e gratidão ao universo de poder ver mais uma vez o amor tão de pertinho. Que privilégio o meu, trabalhar para o amor.
Felicidades mil, meninos!
Beijos meus e de toda a família Cerimoniale

Este post tem 5 comentários
Flávia, ontem tivemos um dia maravilhoso, nosso casamento ocorreu da melhor forma possível graças a todo seu empenho, carinho e profissionalismo. Nada disso seria possível sem você, estamos muito felizes e gratos por nos ajudar a realizar sonho. Foi tudo perfeito! Muito obrigado ❤️🌷
Daniel Liberman (via Whatsapp)
Flávia, foi tudo maravilhoso!!! Estamos muito felizes! Você e sua equipe são demais! A festa estava impecável! Tudo mundo elogiou muito! Obrigada pela dedicação! A gente amouuuu!!!!! ❤️❤️❤️❤️
Renata Reis (via Whatsapp)
Festa linda, tudo pensado nos mínimos detalhes! Fiquei encantada! Parabéns pelo trabalho impecável ♥️
Flávia parabéns pelo seu lindo trabalho. Recebi várias mensagelns elogiando a festa. Tudo maravilhoso! Você cuidou de todos os detalhes com a maior perfeição. Fiquei muito feliz com a sua dedicação.
Maria Helena Reis
Foi uma noite espetacular .A decisão de fazer o casamento na área interna ,protegida ,com ar condicionado ,foi a mais sábia, exatamente durante a cerimônia choveu por 10 mn . Não foi uma chuva forte ,mas o suficiente para tornar uma noite perfeita ,em um desastre..Por isso é tão importante um cermonial que saiba tomar a decisão certa.Ter feito a trilha sonora desse casal foi muito importante para nós.Ouvir os aplausos dos convidados durante o concerto , não tem preço.